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| Fonte: Google Imagens |
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Os monitores de Turismo de 2012 têm o prazer de continuar com o blog, que foi uma ideia inspiradora e que deve ser mantida. Por isso, mesmo com a greve, estaremos trazendo notícias do trade e do fenômeno turístico em si, pensando sempre na interdisciplinaridade.
- Jéssica Souza 17/08/2012
É com muito orgulho que os monitores do curso de Turismo do ano de 2011 darão continuidade à louvável iniciativa dos monitores do ano anterior. Que a monitoria do Turismo seja marcada pela qualidade, pela seriedade e pelo compromisso com o ensino.
- João Freitas 13/05/2011
Este blog se destina aos estudiosos, curiosos ou simplesmente simpatizantes do Turismo. Elaborado por nós, monitores do Curso de Turismo da Universidade Federal Fluminense, pretendemos com ele, levar você, leitor ao conhecimento dos eventos atuais no turismo e ainda te despertar para a análise da prática deste fenômeno, saindo do senso comum presente muitas vezes na teoria acadêmica, nos discursos políticos ou mesmo na "boca do povo".
Até de forma um pouco contraditória, te convidamos a parar um pouco para pensar sobre esta que é uma das atividades mais movimentadas e movimentadoras do mundo.
Não há nada mais agradável do que falar de viagens, não é mesmo? Então seja muito bem-vindo e vamos juntos monitorar o turismo!
- Aline Luz 22/09/2010
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A fotografia na história da arte, inovou o conceito da pintura moderna, fazendo com que a pintura acadêmica – que seguia as normas clássicas de representação da realidade – parecesse defasada. Agora era a fotografia captava o instante, não mais a pintura. Os artistas impressionistas, entendendo que não poderiam concorrer com a aproximação da realidade da fotografia, passam a querer apresentar a "pintura como pintura". Eles se distanciam do objeto e se interessam apenas pelo fazer artístico. O movimento se intutila impressionismo a partir da obra de Monet, "Impressão, nascer do sol". A técnica pictural considerada "desleixada", era não só rápida, como permetia um tipo de representação que correspondia à impressão natural visual.A fotografia, descoberta em meados dos anos trinta, desempenhou importante papel para os impressionistas. Enquanto muitos pintores acadêmicos entravam em conflito, alegando que os fotógrafos não eram artistas, os impressionistas recebiam muito bem a nova técnica.
O filosófo da Escola de Frankfurt, Walter Benjamin em seu ensaio A obra de arte na era da reprodutibilidade técnica, discute a relação da fotografia com a perda do valor de culto da obra de arte. Para ele, muito foi falado sobre a questão de saber se a fotografia era arte ou não, mas, o que era interessante indagar era se a sua invenção não havia alterado a natureza da própria arte. Após a criação da fotografia houve um refuncionalização da arte que se emancipou da sua aura - espécie de poder divino da obra - a partir da sua reprodução. Lembrando que, a técnica da fotografia proporciona essa reprodutibilidade.
Provavelmente muitos de nós já ouviu falar do MoMa, o museu de arte moderna de Nova York. Mas, e do MoBa? The Museum of Bad Art é um museu inteiramente dedicado a artes ruins e artistas digamos, medíocres. Com um slogan de “Arte ruim demais para ser ignorada” são apresentadas na sua coleção obras que foram descartadas, encontradas no lixo ou compradas por menos de US$ 6,50! Segundo o curador Michael Frank o princípio para uma obra entrar no acervo é “ter sido criada por alguém que estava seriamente tentado pelo fazer artístico, mas que errou terrivelmente no conceito ou na execução”. Uma obra de arte é considerada como ruim ou feia quando apresenta um tema considerado grotesco ou se é mal feita. Se Kant afirma que a arte só será arte porque é bela, como pode existir arte ruim e ainda mais, um museu dedicado a elas? Mas saibam que existem estudos dedicados a estética do feio na história da arte. Na filosofia grega, o feio não é somente o contrário do belo, mas também do bom em sentido moral; é o lado escuro, mau, da vida. Com relação à arte, Platão refere-se negativamente ao feio como desarmonia e discórdia. Já Aristóteles considera a legitimidade do feio. Não há na realidade só as coisas belas, mas também as feias. Elas podem ser representadas na arte, desde que sejam de forma artística. O feio inicia sua aparição na arte através de obras de pintores barrocos, como por exemplo Velázquez. Nas suas obras aparecem mendigos, vagabundos, anões e cenas grostescas. Em As meninas (1656) - sua obra prima - entre os personagens aparece uma criada anã, representada para contrapor a beleza da Infanta Margarita, a figura central.
Hegel em Lições sobre Estética (1842), afirma que o prazer que sentimos com o belo é uma forma de satisfação do ser humano. A insatisfação com a feiúra tem origem no desconforto em ter que lidar com o outro. Tudo o que parece ser estranho ou não habitual tende a ser visto com desconfiança. Se pensarmos no turismo como o encontro de pessoas de culturas diferentes, essas considerações são pertinentes. Para que o turismo não seja uma atividade que reforce esse estranhamento é interessante o estudo da estética. Ao compreendermos noções como o juízo de gosto, entendemos a percepção do espectador em relação a cada tipo de obra de arte. Para tanto, a estética será a construção de um olhar mais sensível.
Referência
FIGUEIREDO, Virgínia . Kant: liberdade da forma e forma da liberdade. In: HADDOCK-LOBO, Rafael. Os filósofos e arte. Rio de Janeiro: Rocco, 2010. p. 59-68.