A fotografia na história da arte, inovou o conceito da pintura moderna, fazendo com que a pintura acadêmica – que seguia as normas clássicas de representação da realidade – parecesse defasada. Agora era a fotografia captava o instante, não mais a pintura. Os artistas impressionistas, entendendo que não poderiam concorrer com a aproximação da realidade da fotografia, passam a querer apresentar a "pintura como pintura". Eles se distanciam do objeto e se interessam apenas pelo fazer artístico. O movimento se intutila impressionismo a partir da obra de Monet, "Impressão, nascer do sol". A técnica pictural considerada "desleixada", era não só rápida, como permetia um tipo de representação que correspondia à impressão natural visual.A fotografia, descoberta em meados dos anos trinta, desempenhou importante papel para os impressionistas. Enquanto muitos pintores acadêmicos entravam em conflito, alegando que os fotógrafos não eram artistas, os impressionistas recebiam muito bem a nova técnica.
O filosófo da Escola de Frankfurt, Walter Benjamin em seu ensaio A obra de arte na era da reprodutibilidade técnica, discute a relação da fotografia com a perda do valor de culto da obra de arte. Para ele, muito foi falado sobre a questão de saber se a fotografia era arte ou não, mas, o que era interessante indagar era se a sua invenção não havia alterado a natureza da própria arte. Após a criação da fotografia houve um refuncionalização da arte que se emancipou da sua aura - espécie de poder divino da obra - a partir da sua reprodução. Lembrando que, a técnica da fotografia proporciona essa reprodutibilidade.